Friday, September 21, 2007

Sociedade aberta

A nossa compreensão do mundo em que vivemos é, por inerência, imperfeita; a sociedade perfeita é inatingível. Devemos, pois, contentar-nos com a segunda melhor opção: uma sociedade imperfeita que seja, contudo capaz de progredir indefinidamente. Popper chamou-lhe “sociedade aberta”, e os regimes totalitários eram seus inimigos.

A Crise do Capitalismo Global: A Sociedade Aberta Ameaçada - George Soros

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O estrangeiro

O Estrangeiro é uma obra composta a propósito do absurdo e contra o absurdo.

É um livro desconcertante.

Um livro que conta a história de um homem que preferiu viver sob o signo das emoções.

Mostra o tão absurda, cínica, irónica que consegue ser, por vezes, a forma como olhamos, vivemos e sentimos a vida.

Adorei…Também quero que no meu funeral batam palmas, pela vida que vivi…

Aconselho-o vivamente, dos melhores que já li.

(Para os mais preguiçosos, o livro é pequenino e viciante, lê-se num instantinho:)

O Estrangeiro - Albert Camus

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A espera desespera

Antes esperava uma carta, agora espero duas…Grrrrrrrrrrrr, que nervos…será que neste país ninguém cumpre prazos?!
Posted by heidi at 13:52:43 | Permalink | Comments (1) »

Tuesday, September 18, 2007

Não sei o que seria de mim sem um sábado em que leia a crónica Impressão Digital de José Manuel dos Santos…Simplesmente fantástica…Aqui ficam excertos das últimas, todas geniais:

Regressámos de onde as férias nos disseram que a felicidade é uma oportunidade que a vida dá a si-mesma e encontrámos o nosso eterno retorno privativo(…) Mesmo quando, no fim das férias, precisamos de férias das férias e voltamos com livros que levámos para ler e nem abrimos, essas pequenas derrotas foram a vitória da nossa liberdade, da nossa vontade, do nosso alheamento, do nosso sono. Neste regresso, em que queremos acreditar que tudo vai mudar, já sabemos também que, pouco a pouco, quase sem darmos por isso, tudo se vai tornando igual ao que era e voltará a acontecer o que queríamos evitar. Não importa: a vida é feita de falsas partida e de chegadas fictícias. É feita de ilusões desfeitas, de intenções quebradas, de planos mortos. De tédios interrompidos, transformado, recuperados. Saber isso é saber que a perfeição só nas férias nos é dada, porque apenas nas férias ela não nos é pedida.

Não dormi. Toda a noite soou o silvo do vento e eu ouvi nele o uivo da minha vida. Quando amanheceu, corri pela floresta. Vi ramos partidos, mas encontrei a calma que sucede às grandes agitações. E toquei com as mãos uma luz fria que atravessa as folhas e entrega ao chão a sua clareza. Dei voltas e voltas até me esquecer de mim e, quando me julgava perdida, achei a árvore que me guiou os passos. Foi sempre assim na minha vida: o mundo exterior, com os seus perigos, mais propício do que o mundo interior, com os seus tumultos (…) Hoje, o vento anunciou uma luz mais pura do que a minha solidão. Eu olhei-a e não sei dizer se ela pertence à noite, se ela pertence ao dia. Mas sei que, em breve, como no cinema, essa luz será o meu corpo.

o calor é uma fera enfurecida que se lança a nós com os seus dentes claros e mordazes. O corpo foge-nos, mas não há lugar para onde essa fuga vá. Sob a solidão do sol, o que vem dele é uma treva de luz que fere e cega. Tude levita num repouso agitado, denso, ameaçado. No cume do calor, quando nem para os mortos há sombra, o mundo é uma fotografia tremida, num espelho embaciado, um lodo lento.

Vivo rodeado de papéis, cercado pelo que leio e pelo que escrevo: livros, cadernos, cartas, revistas, blocos de notas, jornais, folhas soltas. Olho esse movimento imóvel de que sou o centro e há dias em que sinto o meu poder sobre ele ameaçado. Gosto de guardar palavras, de coleccionar frases, de juntar textos. E tenho por hábito registar uma citação, copiar uma passagem, escrever uma comentários, apontar uma reflexão (…) Observo com os papéis a mesma lei livre que pratico na vida(…)Vivo devorado por palavras de vida e de morte, sabendo que elas são o prolongamento da minha agitação e do meu repouso.

As imagens são o alfabeto da infância e a estrada que nos leva até lá. Naquela fotografia, eu, que ainda não sei que sou, estou nos braços da minha mãe. (…)Ao escrever, neste momento, acerca das fotografias do meu reinado sobre a terra, não estou a olhá-las: estou a lembrá-las. Porque de tanto as ter visto, vejo-as, mesmo sem as ver (…) Sei que mostrar aos outros, fora do amor, as nossas fotografias passadas é forçar o intransitivo a transitar. E lembra os serões em casa de alguém que nos põe nas mãos as fotografias do casamento, ou da última viagem ao Brasil. Vêmo-las sem as ver, e nos que dizemos há um constrangimento afável e o cansaço de uma obrigação verbal a cumprir: são bonitas, são bonitas!! Mas a uma fotografia alheia só se responde bem com uma fotografia própria. Olhem, pois, o vosso primeiro rosto e digam se não sentem a felicidade triste de quem se despede do mar. 

 

Posted by heidi at 14:21:07 | Permalink | Comments (1) »

Friday, September 14, 2007

Triste país este…

Lamento muito este episódio a que se assiste no nosso país…

Como uma figura tão importante como o Dalai Lama é recebido desta forma?…

O Presidente da República afirmou que o Dalai Lama não lhe pediu para ser recebido na sua visita a Portugal…

Se fosse o Bush não precisaria de lhe pedir…, teria um exército de lambe-botas à sua espera.. 

 

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Monday, September 10, 2007

Que dor de cabeça!!!

Cabeça desocupada é a casa do diabo

 

Posted by heidi at 10:09:22 | Permalink | No Comments »